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Em 2019 David Nieman e Laural Wentz publicaram uma revisão sobre exercício físico e o sistema imune após o exercício agudo e crônico e de acordo com os autores as melhores evidências científicas suportam que altas cargas de treinamento (carga x intensidade), competições e os fatores fisiológicos, metabólicos e psicológicos associados ao estresse estão ligados à disfunção imunológica, inflamação, estresse oxidativo e dano muscular.

De acordo com os primeiros estudos epidemiológicos indicaram que atletas envolvidos em eventos de maratona e ultramaratona e / ou treinamento muito pesado apresentavam risco aumentado de infecção do trato superior respiratório (Nieman et al., 1990; Peters & Bateman, 1983).

No CrossFit, Tibana et al., (2016) e Drum et al., (2017) demonstraram que sessões consecutivas de treinamento da modalidade realizada em alta intensidade/volume afetaram as citocinas inflamatórias e os voluntários com o tempo desenvolveram overreaching. Dessa forma, é importante salientar que o treinamento precisa ser realizado forma correta e não menos importante estão outros fatores, tais como, a dieta e a qualidade do sono.

Aqui está um resumo das diretrizes mais importantes fornecidas nas declarações da Sociedade Internacional de Imunologia do Exercício:

  • 2.3.1 Gerenciamento de carga de treinamento e competição
    • a. Desenvolva um plano de treinamento e competição detalhado e individualizado que também forneça uma recuperação suficiente que inclua uma boa qualidade do sono, nutrição, hidratação e estratégias psicológicas.
    • b. Use pequenos incrementos ao alterar a carga de treinamento
    • (normalmente menos de 10% semanalmente).
    • c. Monitore os sinais e sintomas precoces de overreaching, overtraining e doença.
    • d. Evite treinamento intenso e exercícios não usuais realizados com volume alto quando estiver doente ou passando pela fase inicial de sinais e sintomas de doença (que podem tornar a doença mais grave e prolongada).
    • 2.3.2 Higiene, estilo de vida, comportamento e estratégias nutricionais
    • a. Minimize a exposição ao patógeno evitando contato próximo com indivíduos infectados em espaços lotados e fechados, além de não compartilhar bebidas ou comidas. Evite sessões de treinamento em locais mal ventilados.
    • b. Evite o aperto de mãos e contato com o rosto e lave as mãos regularmente e efetivamente.
    • c. Siga outras práticas de higiene para limitar todos os tipos de infecções, incluindo sexo seguro e uso de preservativos, além de evitar o uso de calçados abertos (p. ex. chinelos) ao usar estabelecimentos públicos.
    • d. Siga estratégias que facilitem o sono regular e de alta qualidade.
    • e. Evite a ingestão excessiva de álcool.
    • f. Consuma uma dieta bem equilibrada com energia suficiente para manter um peso saudável, com foco em grãos, frutas e vegetais para fornecer carboidratos e polifenóis suficientes para reduzir a inflamação induzida pelo exercício e melhorar a proteção viral.

Ramires A. Tibana / Instagram (@ramirestibana)
PhD Student at Catholic University of Brasília – Brazil

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